segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Ignorância pode ter cura

Como já disse o escritor Umberto Eco, “Nem todas as verdades são para todos os ouvidos”. No caso de extremistas, que só escutam a própria voz, a verdade é sempre assassinada, sobretudo por aqueles qualificados com o prefixo “anti” antes das palavras sionista, judaico e semita. Mas há situações em que se trata apenas de um típico pseudo-especialista: aquele que conclui, sem se aprofundar, e compartilha, sem raciocinar. Que se serve do “politicamente correto”, ora para agradar, ora para justificar. Que, por ter se tornado um momentâneo replicador de bobagens, não percebe que passou a ser leviano e inconsequente. Não importa se ele se autodenomina de esquerda, de direita, de centro ou não é nada. Dependendo do diagnóstico, e da boa vontade, esta ignorância pode ter cura. O importante é que ele tenha a mínima capacidade para, simplesmente, exercer o pensamento lógico. Então vamos lá:

Israel tem mais o que fazer do que participar de um confronto militar! O país possui a 22ª mais alta renda per capita do mundo, à frente da média da União Europeia; é o terceiro país com mais empresas listadas na Nasdaq, a bolsa de empresas de tecnologia, atrás apenas dos EUA e da China; possui a Teva, a maior empresa do mundo no segmento de medicamentos genéricos; se orgulha de ocupar a terceira posição entre os países que mais publicam artigos científicos/per capita; é destaque em número de patentes/per capita e, esta semana, jovens israelenses acabaram de conquistar a “Olimpíada Mundial de Matemática”. Por outro lado, de acordo com o jornal israelense Yedioth Ahronoth, nos últimos 30 dias a operação em Gaza provocou uma queda de 1,2% no PIB do país. Serão cerca de R$ 3,5 bilhões de prejuízo aos cofres públicos israelenses, sem contar os pesados investimentos na indústria bélica. Em Ashdod, Ashkelon e Sderot, as vendas chegaram a cair 70%. Em Tel Aviv, um terço. Será de US$ 1 bilhão a redução do valor arrecadado com o turismo. Ah, e o que dizer do fortíssimo recrudescimento do antissemitismo no mundo? E das lamentáveis mortes que já ocorreram? São tragédias irrecuperáveis! Então... para que Israel precisa de um conflito deste tipo???

Será que o governo Netanyahu está esperando um ganho político? Seria ingênuo acreditar que uma população bombardeada, que precisa correr a todo instante para abrigos antiaéreos, e que tem seus filhos na frente de batalha, estaria plenamente satisfeita, pensando exclusivamente em eleições. É evidente que cerca de 80% dos cidadãos israelenses só aprovam a operação militar porque não vislumbram outra alternativa. E isto não quer dizer que obrigatoriamente admirem o governo, mas sim que consideram esta operação militar um mal necessário para a sobrevivência - sua e do país. É como disse Golda Meir: “Se os palestinos abaixarem as armas, haverá paz. Se os israelenses abaixarem as armas, não haverá mais Israel". Com certeza, não serei nem eu, nem você, leitor, quem irá encontrar a solução mágica para resolver os problemas políticos, ideológicos, religiosos, territoriais e de recursos naturais daquele exíguo pedaço de terra...

Convém lembrar que, historicamente, Israel nunca iniciou uma guerra, assim como também nunca desrespeitou um cessar-fogo. No conflito atual, a autodefesa foi a única opção encontrada para evitar a morte de seus cidadãos. Por quantos anos Israel deveria ser atacado incessantemente por foguetes sem se manifestar? Quantos estudantes judeus teriam que ser sequestrados e brutalmente assassinados até Israel obter o legítimo direito da opinião pública para revidar? Quantos atentados a pizzarias ou a shoppings teria que aguentar para o contra-ataque ser justo? Vamos lembrar que, em novembro de 1947, a ONU decidiu pela “Partilha da Palestina”. Poucos meses depois, Israel declarou independência e, imediatamente, cinco nações árabes (Egito, Jordânia, Síria, Líbano e Iraque) invadiram o recém-criado país, em desrespeito flagrante à Resolução nº 181 da ONU. E o que aconteceu? Israel foi deixado à própria sorte pela comunidade internacional. Mas mesmo assim venceu a batalha. Em 1967, idem. Em 1973, em pleno Yom Kipur, idem. Na época, nem o "dia do perdão" foi respeitado, assim como hoje a cidade sagrada de Jerusalém é alvo de mísseis descontrolados. Os ganhos territoriais de Israel não vieram como consequência de uma iniciativa do país em atacar os árabes. Pelo contrário, foram resultado de ter sido invadido por eles, de forma covarde, insistente e desproporcional. E, mesmo assim, o país tenta dar a terra de volta em troca da paz, como fez com os egípcios, quando devolveu a Península do Sinai – que é maior do que o próprio território israelense –, e, da mesma forma, entregou a Faixa de Gaza aos palestinos. E o que recebeu em troca? Milhares de foguetes foram disparados a esmo contra a sua população civil... Volto a perguntar: para que Israel precisa de um conflito deste tipo??? Israel tem mais o que fazer do que participar de um confronto militar!

Por sua vez, o Hamas, enfraquecido internamente, fragilizado em termos regionais e dependente financeiramente do Qatar, tem grande interesse em se reerguer do pó. Em seu mais recente estudo/julho 2014, "Apreensões acerca do crescimento do extremismo islâmico no Oriente Médio", o Centro de Pesquisa do Pew Charitable Trusts analisou a opinião de 15 mil entrevistados, em 14 países, e concluiu que os palestinos são o povo mais radicalizado do Oriente Médio, quem sabe até do mundo, disposto a jogar tudo para o alto e se engajar em atividades lunáticas. Sobre a pergunta "Opinião dos palestinos sobre o Hamas", o resultado foi: em 2007, 62% favoráveis e 33% contrários; hoje: 35% e 53%, respectivamente. E, indagados sobre o islamismo em geral, uma maioria significativa (79%) se mostrou contrária. Porém, não são apenas os palestinos que criticam o Hamas. Veja a opinião do rei da Arábia Saudita, Abdullah Ibn Abdilaziz: “É um absurdo e uma desgraça o que estes terroristas estão fazendo em nome da nossa religião. Eles distorcem a imagem do Islã e trazem somente morte e destruição aos civis dos dois lados”. No entanto, para o Hamas, é imprescindível comprovar a todo custo que ele é o único grupo capaz de enfrentar o “eterno” inimigo israelense – e o mais bem preparado para exterminá-lo. Não é suficiente que demonstre esta intenção apenas na retórica; é preciso provocar e criar espaço na mídia para obter simpatia junto à opinião pública. Preste bem atenção ao que está escrito no estatuto do grupo: “A hora do julgamento não chegará até que os muçulmanos combatam os judeus e terminem por matá-los. E, mesmo que os judeus se abriguem por detrás de árvores e pedras, cada árvore e cada pedra gritará: ‘Oh! Muçulmanos, Oh! Servos de Alá, há um judeu por detrás de mim, venham e matem-o”. Em virtude deste compromisso público e formal, Israel passou a realizar um bloqueio terrestre, aéreo e marítimo para impedir que armas e matérias-primas cheguem aos membros do Hamas de forma contrabandeada. Como a Autoridade Palestina não tem o objetivo declarado de aniquilar Israel, não existe restrição semelhante na Cisjordânia.

Agora analise os objetivos do Hamas na visão de Mosab Hassan Yousef, filho de um dos fundadores do grupo: “O Hamas não é um partido político; nem sequer uma organização palestina. Ele sequestrou o que é chamado de 'causa palestina' e se infiltrou na sociedade para impor sua agenda político-ideológica. Eu gostaria de lembrar ao povo palestino o que o Hamas fez com o partido rival deles, o Fatah, em Gaza, quando o Hamas assumiu o controle alguns anos atrás: eles mataram os membros do Fatah do mesmo modo como estão matando soldados israelenses hoje. O Hamas não se importa com as vidas dos palestinos. Não pense por um segundo, por favor, que o Hamas se importa com o sangue das crianças. Eles querem que as crianças de Gaza morram. Isto é o que dá a eles a simpatia do mundo árabe e islâmico; e isto é o que condena Israel internacionalmente. Este é o jogo deles, e eles estão felizes com isso. Israel faz a eles o maior favor de lutar contra essa organização terrorista”. Certamente, o bem-estar da população de Gaza está longe de ser a prioridade da liderança do Hamas, que entende o povo como instrumento para alcançar seus objetivos: dizimar os judeus, criar um estado teocrático e enriquecer pessoalmente através da corrupção. Cada um dos 32 túneis destruídos por Israel custou cerca de US$ 3 milhões, demandou milhares de homens-horas e utilizou muitas toneladas de concreto. Se o Hamas tivesse o mínimo de preocupação social, usaria pelo menos parte deste dinheiro para construir escolas e hospitais para a população - em grande parte vivendo abaixo da linha da pobreza e com um índice de desemprego de 40%. Talvez por isto a última pesquisa de opinião feita com moradores de Gaza, antes do conflito, tenha detectado que 73% deles apoiam um entendimento pacífico com Israel. No entanto, para o Hamas, não tem conversa: a culpa é (e sempre será) do “inimigo sionista”! Para reforçar esta teoria, e tentar se manter de forma implacável no poder, o desesperado grupo não encontrou outro recurso a não ser provocar o conflito. A pergunta que não quer calar é: o que organizações terroristas como o Hamas, o Al Qaeda, o ISIS, o Hezbollah o Jihad Islâmico, entre outras, fizeram até hoje em benefício de seu povo ou da humanidade?

O ex-“Prêmio Nobel” israelense, Shimon Peres, definiu bem: “O conflito palestino-israelense terminou desde o momento em que Israel aceitou o estabelecimento de um Estado palestino. O que existe agora é um conflito entre o terrorismo e o antiterrorismo”. Caro leitor: os terroristas usam imensa criatividade para justificar os ataques a Israel. Amanhã, toda esta imaginação pode ter outro alvo: você! Cito as palavras de Martin Niemöller: “Quando os nazistas levaram os comunistas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era comunista. Quando eles prenderam os sociais-democratas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era social-democrata. Quando eles levaram os sindicalistas, eu não protestei, porque, afinal, eu não era sindicalista. Quando levaram os judeus, eu não protestei, porque, afinal, eu não era judeu. Quando eles me levaram, não havia mais quem protestasse".

Mauro Wainstock, jornalista e palestrante.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

"Israel só tem a perder com guerra em Gaza", diz Amós Oz para jornal alemão DW

Um dos maiores defensores da solução de dois Estados, escritor apoia direito israelense de se defender, mas vê atual ofensiva como excessiva. Para ele, quanto mais vítimas, melhor para o Hamas.
Amós Oz vê atual ofensiva israelense na Faixa de Gaza como fez em outros conflitos recentes envolvendo o seu país: de forma crítica. Um dos maiores defensores da solução de dois Estados, o escritor apoia o direito de Israel de se defender, mas condena ações militares excessivas – como, em sua visão, se tornou a atual.
Em entrevista à DW, o autor, que teve suas obras traduzidas para mais de 40 idiomas, demonstra ceticismo sobre o fim da guerra entre Israel e Hamas. As atuais hostilidades, afirma, só vão parar quando uma das partes estiver esgotada. E diz que Israel só tem a perder com essa situação.
"Quanto mais israelenses morrem, melhor para o Hamas. Quanto mais civis palestinos morrem, melhor para o Hamas", afirma.
Amóz Oz: Eu gostaria de começar a entrevista de uma forma diferente, apresentando uma ou duas perguntas aos seus leitores. Posso fazer isso?
Deutsche Welle: Claro.
Primeira pergunta: O que você faria se seu vizinho se sentasse na varanda do outro lado da rua, colocasse o filho dele no colo e começasse a atirar em direção ao quarto do seu filho?
Segunda pergunta: O que você faria se seu vizinho da frente cavasse um túnel do quarto do filho dele para o quarto do seu, com o objetivo de explodir a sua casa ou raptar a sua família?
Com essas duas perguntas, eu passo a palavra para você.
Presumo que – assim como no caso da guerra do Líbano de 2006 e da ofensiva de Gaza de 2009 – você apoia a atual ofensiva israelense à Faixa de Gaza?
Não, eu só apoio respostas militares limitadas, e não ilimitadas, assim como fiz em 2006 e, mais tarde, no último conflito em Gaza.
Qual é o limite para você?
Destrua os túneis de onde eles vêm e tente atingir estritamente alvos do Hamas, e não outros alvos.
Parece haver um problema aqui. Os túneis são um sistema elaborado e difícil de se encontrar. As entradas estão escondidas em edifícios públicos e privados, de modo que você teria que fazer buscas de casa em casa, o que afeta os civis. O mesmo se aplica para destruir lançadores de foguetes em áreas civis...
Bem, talvez não tenha jeito de evitar vítimas civis entre os palestinos se o vizinho coloca o filho no colo enquanto atira no quarto do seu filho.
A analogia da criança no colo é realmente adequada? Gaza é densamente povoada, e as posições do Hamas estão inevitavelmente em áreas civis.
Sim – e essa é a estratégia do Hamas. É por isso que Israel só tem a perder nessa situação. Quanto mais israelenses morrem, melhor para o Hamas. Quanto mais civis palestinos morrem, melhor para o Hamas.
Você considera a ofensiva terrestre atual limitada ou ilimitada?
Acho que em alguns pontos ela é excessiva. Não tenho informações detalhadas sobre o que está realmente acontecendo na batalha, mas a julgar por alguns dos ataques do Exército israelense a Gaza, acho que, ao menos em alguns pontos, a ação militar é excessiva – justificada, mas excessiva.
Então, qual é a sua sugestão?
Minha sugestão é uma aproximação com Abu Mazen [o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas] e aceitar os termos – que o mundo inteiro já conhece – para uma solução de dois Estados e a coexistência entre Israel e a Cisjordânia: duas capitais em Jerusalém, uma modificação territorial de comum acordo, a remoção da maior parte dos assentamentos judaicos da Cisjordânia.
Quando Ramallah e Nablus, na Cisjordânia, viverem em prosperidade e liberdade, eu acredito que, mais cedo ou mais tarde, as pessoas em Gaza vão fazer com o Hamas o que o povo da Romênia fez com Ceausescu. Eu não sei quanto tempo vai demorar, mas aconteceria, simplesmente porque as pessoas em Gaza teriam inveja da liberdade e da prosperidade dos seus irmãos e irmãs na Cisjordânia, no Estado da Palestina. Na minha opinião, essa é a solução, embora ela não possa ser implementada em 24 ou 48 horas.
"O mal supremo é a agressão e a única maneira de repelir a agressão é, infelizmente, pela força"
Você pode imaginar um Estado palestino que não seja hostil a Israel?
Plenamente. Acredito que a maioria dos palestinos não morra de amores por Israel, mas eles aceitam, a contragosto, que os judeus israelenses não vão sair de lá. Da mesma maneira que os judeus israelenses – a contragosto – também aceitam que os palestinos estão aqui para ficar. Essa não é uma base para uma lua de mel, mas talvez para um divórcio justo, assim como no caso da República Tcheca e da Eslováquia.
Mas isso evoca a imagem de um Estado palestino com uma economia em crise, um governo fraco que não consegue ser maior que grupos radicais e que pode usar a hostilidade em relação a Israel para permanecer no poder.
Isso depende da quantidade de apoio e ajuda material que o novo Estado palestino receberia de Israel, dos países árabes ricos e do resto do mundo. Muitas pessoas argumentam que a solução de dois Estados está morta, dada a quantidade de assentamentos e estradas construídas na Cisjordânia. Mas anos atrás, eu vi o primeiro-ministro Ariel Sharon remover todos os assentamentos judaicos e os militares judeus da Faixa de Gaza em cerca de 36 horas e sem derramamento de sangue. Não estou sugerindo que isso se repetiria facilmente na Cisjordânia, mas acredito que nada no mundo é irrevogável, exceto a morte.
No entanto, o governo de direita de Israel tem uma base de apoio forte entre os colonos judeus.
É um governo de direita apoiado por um partido centrista e pacifista chamado Yesh Atid. E é está nas mãos desse partido centrista e relativamente pacifista decidir o futuro do governo de direita.
Você fala de uma solução de longo prazo, mas o que poderia ser um acordo de curto prazo?
As atuais hostilidades só vão parar, infelizmente, quando uma das partes ou ambas estiverem esgotadas. Esta manhã, eu li com muita atenção a carta de princípios do Hamas. Ela diz que o profeta ordena cada muçulmano a matar todos os judeus em todo o mundo. Ele cita os Protocolos dos Sábios de Sião e diz que os judeus controlam o mundo através da Liga das Nações e das Nações Unidas, que os judeus ocasionaram as duas guerras mundiais e que todo o mundo é controlado por dinheiro judaico.
Eu quase não vejo perspectiva de um acordo entre Israel e Hamas. Eu fui um homem de acordos toda a minha vida. Mas mesmo um homem apaziguador não pode se aproximar do Hamas e dizer: "Talvez haja uma solução e Israel só existirá às segundas, quartas e sextas-feiras." O Hamas está exigindo atualmente que o bloqueio à Faixa de Gaza acabe. Eu concordo com isso. Eu acho que uma abundância de recursos internacionais, árabes e israelenses deveriam ser direcionados para Gaza em troca de uma desmilitarização eficaz. Esta é uma proposta que Israel deveria fazer imediatamente.
Isso não seria um sinal de que de que lançar foguetes seja um meio viável de exercer pressão?
Se o retorno for uma eficaz desmilitarização da Faixa de Gaza, tenho certeza que pelo menos 80% dos judeus israelenses vai endossar tal acordo – mesmo no presente estado de espírito militante.
Você está entre os 85% dos israelenses que querem que a ofensiva continue até que os objetivos estratégicos de destruir os túneis e foguetes sejam atingidos?
A única alternativa para continuar a operação militar israelense é fazer como Jesus Cristo e dar a outra face. Eu nunca concordei com Jesus Cristo sobre a necessidade de dar a outra face a um inimigo. Ao contrário de pacifistas europeus, nunca acreditei que o mal supremo no mundo é a guerra. Na minha opinião, o mal supremo no mundo é a agressão e a única maneira de repelir a agressão é, infelizmente, pela força. É aí que reside a diferença entre um pacifista europeu e um pacifista israelense, como eu. E se posso adicionar uma pequena história: um parente meu que sobreviveu ao Holocausto nazista em Theresienstadt sempre lembra seus filhos e seus netos que sua vida foi salva, em 1945, não por manifestantes de paz com cartazes e flores, mas por soldados e metralhadoras soviéticos.
Qual o efeito que as hostilidades constantes têm sobre as pessoas?
Um efeito muito ruim. Elas aumentam o ódio, o rancor, as suspeitas, a desconfiança. Mas este é o caso de todas as guerras. É uma suposição sentimentalista e muito comum a esperança de que, de alguma forma, os inimigos vão começar a entender uns aos outros e a gostar uns dos outros e, eventualmente, eles vão se conciliar e fazer a paz. Ao longo da história, as coisas sempre funcionam ao contrário. Inimigos com seus corações cheios de amargura e ódio assinam um contrato de paz de cara feia e com sentimentos de vingança. Então, no decorrer do tempo, eventualmente, pode-se conseguir uma melhora gradual.
Você escreveu há 50 anos que "mesmo uma ocupação inevitável é uma ocupação corruptora".
Eu não concordo comigo mesmo sempre, mas aqui eu ainda concordo. A ocupação é corruptora, mesmo que isso seja inevitável. Brutalidade, chauvinismo, estreiteza mental, a xenofobia são as síndromes habituais do conflito e ocupação. Mas a ocupação israelense da Cisjordânia não é mais inevitável.
Se você não tivesse começado a entrevista, eu teria perguntado: Como você está?
Bem, pessoalmente, eu não estou muito bem. Acabo de retornar do hospital após três cirurgias e estou lentamente me recuperando em casa entre uma sirene de ataque aéreo e outra. Quando as sirenes tocam, nós vamos para o abrigo, esperamos por alguns instantes e, em seguida, tentamos continuar as nossas vidas até o próximo aviso.
Você não conseguiu buscar abrigo em um hospital. Parece assustador.
Não, não é. Eu vivi uma vida longa e eu lutei no campo de batalha duas vezes. Por isso, só o que é assustador é quando penso em meus netos.
Os israelenses podem se sentir seguros?
O quão seguro o povo judeu se sente neste planeta? Eu não penso sobre os últimos 20 ou 50 anos, mas sobre os últimos 2 mil anos. Mas vou dizer-lhe que a minha esperança e oração para o futuro de Israel é que o país saia das primeiras páginas de jornal de todo mundo para conquistar, ocupar e construir assentamentos na literatura, nas artes, na música e na arquitetura. Este é o meu sonho para o futuro.

Fonte: Deutsche Welle

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

ONG sofre tentativa de censura em sessão de emergência da ONU sobre Gaza


É terrível como os países Egito, Irã, Venezuela, Palestina, Cuba e Síria tentam censurar a ONG UN Watch que tem um histórico de luta pelos direitos humanos tão extenso. Os países que tentam interromper estão todas com a ficha muito suja, e ainda assim saem praticamente ilesos na ONU, enquanto o mundo inteiro (com exceção dos Estados Unidos) se mostra contrário ou indiferente para com os israelenses.

Hillel C. Neuer é diretor executivo da UN Watch, Organização de Direitos Humanos com sede em Genebra, na Suíça - cuja missão é monitorar o desempenho da Organização das Nações Unidas pelo critério de sua própria Carta. É credenciada no Estatuto Consultivo Especial do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC) e Associada ao Departamento de Informações Públicas da ONU (DPI).

domingo, 27 de julho de 2014

A propósito do ‘anão diplomático’

Jacob Dolinger

Israel colocou em perigo seus soldados, sacrificando alguns deles, no esforço de minorar ao máximo as vítimas civis do inimigo

Assim que o Ministério das Relações Exteriores do Brasil condenou energicamente Israel pelo “desproporcional uso de força na Faixa de Gaza” e convocou seu embaixador em Tel Aviv a retornar a Brasília para consultas, o governo israelense, por seu Ministério do Exterior, lamentou que o “Brasil, um gigante cultural e econômico, permaneça um anão diplomático”.

Realmente lamentável o comportamento do governo da sra. Dilma.

Gostaria que nosso chanceler explicasse como ele mede “proporcionalidade” no campo bélico. Saberia ele que se Israel enviasse o mesmo número de mísseis que o Hamas lançou sobre Israel nos últimos anos, Gaza estaria totalmente destruída?

Sabe ele os cuidados que Israel tomou na semana passada avisando centenas de milhares de palestinos para abandonarem suas residências, possibilitando com isso que o Hamas soubesse exatamente onde o Exército israelense se preparava para atacar e causando assim quedas que não ocorreriam se os ataques fossem realizados de surpresa? Ou seja, Israel colocou em perigo seus soldados, sacrificando alguns deles, no esforço de minorar ao máximo as vítimas civis do inimigo.

Têm Sua Excelência e a presidente que ele serve a menor noção da barbárie dos dirigentes de Hamas forçando seu povo a permanecer em casa, enviando mísseis de hospitais e de áreas residenciais, para conseguir que a reação defensiva israelense cause vítimas civis entre o povo palestino?

Aliás, conhece o ministro alguma guerra que não causou vítimas civis? E que sempre houve desproporcionalidade entre o número de vítimas das partes envolvidas no conflito?

Não compreende o chefe do Itamaraty que em Israel praticamente não caem vítimas civis porque o Estado protege seus cidadãos, com o mais sofisticado sistema de alarme e refúgio?

Não está evidente aos olhos do governo brasileiro que esta, como as anteriores guerras entre Israel e Hamas, foi provocada pelos terroristas fanáticos que governam a Faixa de Gaza como déspotas medievais?

Fez o chanceler a mais elementar pesquisa para se assenhorar do que diz a Constituição do Hamas sobre seu desiderato de destruir Israel e eliminar toda a sua população?

A equipe do Ministério de Relações Exteriores se assenhorou dos longos e sofisticados túneis pelos quais os bárbaros se preparavam para atacar covardemente a população civil do Sul de Israel? Qual o nível do sistema de informação de que dispõe nossa chancelaria?

E tem o governo brasileiro uma equipe jurídica sofisticada que poderia adverti-lo de que condenar Israel por sua defesa contra o terrorismo pode perfeitamente constituir cumplicidade com os terroristas e as atrocidades que praticam? Aliás, o mesmo se aplica aos governos dos países da União Europeia. Será que isso traz conforto ao governo brasileiro?

E o povo brasileiro, os intelectuais, os estudantes universitários, os jornalistas, saberão aquilatar o fenômeno psíquico que reside atrás desta discriminação contra Israel?

Quanto mais o Estado de Israel progride em alta tecnologia, no avanço de sua medicina, de sua ciência; quanto mais Israel comparece para ajudar populações vitimadas por desastres naturais; quanto mais Israel contribui para minorar o sofrimento de certas populações africanas via todo tipo de assistência, quanto mais os judeus concentrados em Israel lutam por uma paz séria e duradoura com seus vizinhos — apresentando propostas irrecusáveis — sempre ignoradas pelos árabes, que por sua vez nunca oferecem contrapropostas; quanto mais Israel se revela um pais com o mais alto nível de democracia; quanto mais a Suprema Corte israelense atende a reclamações de palestinos; enfim, quanto mais Israel se destaca no plano intelectual, moral e jurídico, mais é vitimado pela hipocrisia das potências democráticas que, em vez de apoiar o Estado Judeu, lançam-se contra ele com mentiras, cinismo e má-fé.

Qual a razão mais profunda desta injustiça gritante e vergonhosa? Ninguem desconfia?

Que cada um examine sua alma, sua história familiar, sua educação, sua visão do mundo e responda honestamente por que a demonização do Estado Judeu, por que a campanha injusta, cruel e perversa contra o Estado construído pelos sobreviventes do Holocausto?


Jacob Dolinger é professor de Direito Internacional

Fonte: O Globo

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

"Não existe tal coisa como o Monte do Templo" diz membro árabe do parlamento israelense

Nos últimos anos tem havido um crescente interesse dos judeus religiosos de visitar seu local mais sagrado, o Monte do Templo. Eles são proibidos de trazer artigos religiosos para o local, mas são permitidos de orar lá de acordo com uma recente decisão da Suprema Corte.

No entanto, a polícia é encarregada de restringir distúrbios à ordem pública, por isso, em termos práticos, eles proíbem orações. Em muitos casos, essas visitas levam a um confronto com a autoridade muçulmana, waqf, encarregada da administração diária do local – ou com a juventude muçulmana que começam a atacar os judeus de várias maneiras. Nesse caso, a polícia israelense, que acompanha grupos judeus no Monte do Templo, geralmente força os judeus para fora do local e até mesmo o fecha para os não-muçulmanos por um período de tempo.
 
Aviad Visoli, que representa vinte e sete diferentes organizações do Monte do Templo, diz que eles estão trabalhando através de representantes no Parlamento israelense, o Knesset, para tentar dividir o Monte do Templo entre judeus e muçulmanos. “Hoje, os judeus percebem que o Muro das Lamentações não é suficiente. Eles querem ir para a coisa real”, disse ele. No entanto, Diretor do waqf Sheik Azzam al-Khatib, é intransigente: “Este lugar pertence aos povos muçulmanos e outros não têm o direito de orar aqui. Se eles tentarem tomar a mesquita, este será o fim dos tempos”.
 
Jamal Zahalka falando no Knesset em 2011.
Foto: Tomer Appelbaum (via: Haaretz)
No Knesset, debates acalorados estão sendo realizados sobre o assunto. Miri Regev do partido Likud diz: “Todos os cidadãos de Israel devem ter o direito de orar em seus locais sagrados, sem assédio ou ataques”. A isso, o membro árabe do Knesset
Jamal Zahalka respondeu: “Não existe tal coisa como o Monte do Templo. Ele não existe”.
 
Comentário:
Parece estranho ter um debate sobre se houve um templo no Monte do Templo. É verdade, evidências arqueológicas do próprio Templo são escassas, mas isso é porque não são permitidas escavações arqueológicas no Monte. Mas mesmo um panfleto muçulmano de 1924 publicado pelo waqf identificou o local como o lugar do Templo de Salomão. E há toneladas de evidências arqueológicas na vizinhança próxima que provam que as histórias da Bíblia, a Mishná, e o historiador judaico Josefo do primeiro século, todos falam em detalhes sobre o Templo. O local é, sem dúvida, o lugar mais sagrado no Judaísmo.
 
O Monte do Templo é também o terceiro local mais sagrado para os muçulmanos-sunitas que o chamam de Al-Aqsa. Mesmo que isso seja baseado na lenda da Jornada Noturna Maomé e não tenha conexão com Jerusalém, mais tarde foi ligado ao Monte do Templo. O Domo da Rocha e a Mesquita de Al-Aqsa foram construídos por volta do ano 700 para comemorar essa lenda.
 
Ultimamente, porém, os administradores muçulmanos do local tornaram-se cada vez mais hostis aos visitantes não muçulmanos de todos os tipos. Suas regras são cada vez mais rigorosas e o assédio em muitas formas diferentes está aumentando. O waqf também decidiu definir toda a área ao redor do Monte do Templo como uma mesquita gigante, algo que por razões teológicas torna impossível permitir a oração judaica no local. Isso acontece em simultâneo com uma campanha intensificada para destruir provas arqueológicas que ligam o lugar à história judaica, e uma negação de qualquer presença histórica judaica no local. É inconcebível e inaceitável que os judeus não tenham permissão para orar em seu local mais sagrado – ainda mais quando ele está localizado em sua própria nação. É tão inaceitável que isso aconteça em um Estado democrático que honra a liberdade de culto.
 
Assim, apesar da sensibilidade da questão, Israel, o governante soberano do Monte do Templo, deve considerar seriamente em separar uma área do Monte para judeus e cristãos orar. Se eles se recusarem a fazer algo para contrariar esta campanha muçulmana de mentiras e propaganda; se não levantarem suas reivindicações justas do local, o mundo em breve irá aceitar a noção de que o Monte do Templo é um local santo somente muçulmano. Este é um terreno escorregadio que conduz ao seguinte: Se os judeus não têm direitos sobre o Monte do Templo, que direitos eles têm ao território em qualquer lugar? Mas a história, bem como as normas democráticas, os direitos individuais e da justiça apoiam esta reivindicação judaica. Não é certo que a intimidação e o medo fautor de Sheik Azzam e seus semelhantes deverá negar aos judeus um direito tão básico como a oração em seu lugar mais sagrado.

Fonte: Israel Report (Livets Ord)

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Soldados do IDF dançando Gangnam Style em casamento do Hamas

Foi isso que o site de comentários sobre Israel e Palestina +972 descreveu ontem como sendo um dos "incidentes mais bizarros do ano": em uma patrulha rotineira no Hebron, Cisjordânia, dois soldados entraram em uma festa de casamento quando ouviram tocar “Gangnam Style”.

De acordo com uma emissora de TV local "Channel 2" o casamento era de "uma conhecida família do Hamas". Depois que o vídeo foi para no Youtuve a patrulha inteira foi suspensa.

Confira o vídeo:


Com as informações +972

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Israelenses descobrem forma de evitar a gripe

Pesquisadores israelenses identificaram uma proteína que o vírus
da gripe usa para combater o sistema imunológico do organismo
O sistema imunológico é equipado com células “assassinas” (NK, do inglês “Natural Killer”) que reconhecem e eliminam as células infectadas pelo vírus da gripe para impedir que ele se espalhe. Se as células NK sempre funcionassem perfeitamente, ninguém ficaria com gripe. O estudante de doutorado Yotam Bar-On investigou esse mistério e suas descobertas podem levar a uma nova forma de se tratar essa infecção viral que, às vezes, pode levar à morte. “Há poucos anos, o meu supervisor, o prof. Ofer Mandelboim, descobriu que as células NK eram importantes para combater a infecção da gripe. No entanto, quando infectávamos camundongos com o vírus, descobrimos que ele pode manipular as células NK e evitar que elas o eliminem. As NK não funcionam 100% porque o vírus da influenza reage”. Em seu laboratório, na Universidade Hebraica de Jerusalém, Bar-On e Mandelboim identificaram a arma que o vírus usa para combater os “assassinos” do organismo: É uma proteína chamada de neuraminidase, capaz de neutralizar com eficiência os receptores das células NK responsáveis pela detecção das células infectadas com o vírus da gripe. Conforme o artigo publicado pelos pesquisadores no "Cell Reports", o vírus da gripe usa a neuraminidase para reduzir a eficiência das células NK em aproximadamente 50%. “O mais interessante é que, quando inibimos a neuraminidase, percebemos que as NK funcionavam melhor e os camundongos recuperavam-se da gripe. Portanto, comprovamos a capacidade de defesa contra o vírus da influenza inibindo a proteína”.

A emergência de novas cepas dos vírus da influenza, como a gripe aviária (H5N1) e a gripe suína (H1N1), levam a pandemias severas em todo o mundo. Recentemente, uma cepa mortal da gripa aviária (H7N9) causou a morte de seis pessoas em um mês na China. Os especialistas estão frustrados porque muitas cepas da gripe ficaram mais resistentes às drogas antivirais existentes. A descoberta de Bar-On e Mandelboim é o ponto inicial para o desenvolvimento de novos tratamentos para ajudar às células “assassinas” do sistema imunológico a fazer o seu trabalho de forma mais eficiente. “Agora, as drogas existentes funcionam para inibir uma proteína diferente no vírus da gripe a inibir a propagação do vírus, mas a desvantagem é que o vírus pode sofrer mutações e evitar os efeitos das drogas”, explica Bar-On. “Daí nascem as cepas resistentes”. A ideia dos israelenses é inibir a neuraminidase para permitir que as células NK funcionem em toda a sua potência. “Com esse tratamento, ficará muito mais difícil para o vírus escapar. Sob a supervisão do Prof. Mandelboim, estou trabalhando em uma abordagem mais prática para desenvolver essa droga”. Mandelboim, professor de imunologia geral e de oncologia do Instituto de Pesquisa Médica Israel Canadá (IMRIC), na Faculdade de Medicina da Universidade Hebraica, recebeu uma bolsa conjunta da Juvenile Diabetes Research Foundation e da Israel Science Foundation para trabalhar com Angel Porgador, da Universidade de Ben-Gurion do Negev para desenvolver anticorpos que bloqueiem um receptor usado pelas células NK para destruir as células produtoras de insulina no pâncreas.


Fonte: 
ALEF News / Edição 1.813

terça-feira, 25 de junho de 2013

Neutralidade no conflito árabe-israelense é indiferença


“a neutralidade (...) só poderia ser proveniente da indiferença. E reconheço que é uma atitude fácil, enquanto não saímos da Europa. Mas se, como eu fiz, empreendermos a viagem e virmos, nos arredores de Gaza, a morte lenta dos refugiados palestinos, as crianças macilentas, subalimentadas, nascidas de pais subalimentados, com os olhos sombrios e velhos; se, do outro lado, nos Kibbutzim fronteiriços, virmos os homens nos campos, trabalhando sob a ameaça perpétua e os abrigos cavados entre as casas, se falarmos aos filhos deles, bem alimentados, mas que têm, no fundo do olhar, uma angústia inexprimível, não nos podemos manter neutros; é que se vive apaixonadamente o conflito, e não se pode deixar de o viver sem um tormento incessante, examinando sob todos os seus aspectos e procurando encontra-lhe uma solução, embora sabendo muito bem que esta busca é infrutífera e que acontecerá – na melhor ou na pior das hipóteses – aquilo que os israelenses e os árabes decidirem.”



Jean-Paul Sartre

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Como diferenciar antissemitismo de críticas legítimas a Israel?

Natan Sharansky
O chamado "Novo Antissemitismo" representa um desafio único. Enquanto o Antissemitismo clássico visa o povo judeu ou a religião judaica, o "Novo Antissemitismo ", visa o Estado judeu.

Uma vez que este Antissemitismo pode se esconder por trás do verniz de críticas legítimas à Israel, é mais difícil de expor. Tornando a tarefa ainda mais difícil é que esse ódio avança em nome de valores que a maioria de nós considerariam incontestável, como os direitos humanos.

No entanto, temos que ser claros e francos ao expor o novo Antissemitismo. Eu acredito que nós podemos aplicar um teste simples - Eu chamo de o teste "3D" - para nos ajudar a distinguir a crítica legítima de Israel de Antissemitismo.

O primeiro "D" é o teste da demonização. Quando o Estado judeu está sendo demonizado, quando as ações de Israel são colocadas fora de proporção razoável, quando são feitas comparações entre israelenses e nazistas e entre campos de refugiados palestinos e de Auschwitz – isto é Antissemitismo, não críticas legítimas a Israel.

O segundo "D" é o teste de padrões duplos, dois pesos duas medidas. Quando a crítica de Israel é aplicada de forma seletiva, quando Israel é apontada pela Organização das Nações Unidas por abusos dos direitos humanos, enquanto o comportamento dos agressores conhecidos e importantes, como a China, Irã, Cuba e Síria, é ignorado, quando Magen David Adom (equivalente a Cruz Vermelha) de Israel, dentre todos os serviços de ambulância do mundo, é negada a admissão à Cruz Vermelha Internacional - este é o Antissemitismo.

O terceiro "D" é o teste de deslegitimação: quando o direito fundamental de existência de Israel é negado - único dentre todos os povos do mundo - isso também é Antissemitismo.


Artigo completo em inglês: http://jcpa.org/phas/phas-sharansky-f04.htm

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

5 coisas que eu não aguento mais ouvir sobre o conflito em Gaza

1) "Por um lado, eu me oponho aos ataques de mísseis do Hamas contra Israel, mas por out...
ro lado..."
=> Não existe um "outro lado". A oposição ao lançamento de foguetes contra civis inocentes em Israel deve ser inequívoca e absoluta. Sem desculpas e racionalizações. Cada disparo de míssil de Gaza tem a intenção de matar e aterrorizar inocentes e é um crime de guerra. Pessoas civilizadas não podem buscar justificativas para esses ataques, ainda que implicitamente.