quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Como diferenciar antissemitismo de críticas legítimas a Israel?

Natan Sharansky
O chamado "Novo Antissemitismo" representa um desafio único. Enquanto o Antissemitismo clássico visa o povo judeu ou a religião judaica, o "Novo Antissemitismo ", visa o Estado judeu.

Uma vez que este Antissemitismo pode se esconder por trás do verniz de críticas legítimas à Israel, é mais difícil de expor. Tornando a tarefa ainda mais difícil é que esse ódio avança em nome de valores que a maioria de nós considerariam incontestável, como os direitos humanos.

No entanto, temos que ser claros e francos ao expor o novo Antissemitismo. Eu acredito que nós podemos aplicar um teste simples - Eu chamo de o teste "3D" - para nos ajudar a distinguir a crítica legítima de Israel de Antissemitismo.

O primeiro "D" é o teste da demonização. Quando o Estado judeu está sendo demonizado, quando as ações de Israel são colocadas fora de proporção razoável, quando são feitas comparações entre israelenses e nazistas e entre campos de refugiados palestinos e de Auschwitz – isto é Antissemitismo, não críticas legítimas a Israel.

O segundo "D" é o teste de padrões duplos, dois pesos duas medidas. Quando a crítica de Israel é aplicada de forma seletiva, quando Israel é apontada pela Organização das Nações Unidas por abusos dos direitos humanos, enquanto o comportamento dos agressores conhecidos e importantes, como a China, Irã, Cuba e Síria, é ignorado, quando Magen David Adom (equivalente a Cruz Vermelha) de Israel, dentre todos os serviços de ambulância do mundo, é negada a admissão à Cruz Vermelha Internacional - este é o Antissemitismo.

O terceiro "D" é o teste de deslegitimação: quando o direito fundamental de existência de Israel é negado - único dentre todos os povos do mundo - isso também é Antissemitismo.


Artigo completo em inglês: http://jcpa.org/phas/phas-sharansky-f04.htm

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

5 coisas que eu não aguento mais ouvir sobre o conflito em Gaza

1) "Por um lado, eu me oponho aos ataques de mísseis do Hamas contra Israel, mas por out...
ro lado..."
=> Não existe um "outro lado". A oposição ao lançamento de foguetes contra civis inocentes em Israel deve ser inequívoca e absoluta. Sem desculpas e racionalizações. Cada disparo de míssil de Gaza tem a intenção de matar e aterrorizar inocentes e é um crime de guerra. Pessoas civilizadas não podem buscar justificativas para esses ataques, ainda que implicitamente.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

É certo o Nobel ser concedido a organizações e não a pessoas?

 por Gustavo Chacra
Ex-chaceler alemão: Helmut Kohl
Não dá para levar a sério o Nobel da Paz depois de terem concedido o prêmio para Barack Obama no início de seu mandato. Nem mesmo o presidente se sentiu à vontade na época e hoje beira o surreal, uma vez que o atual ocupante da Casa Branca manda matar pessoas diariamente com seus drones no Iêmen, realizou um surge (mal sucedido) no Afeganistão e integrou os bombardeios da OTAN que deixaram milhares de mortos na Líbia.
Agora, foi a vez da União Européia. Não acho correto premiar uma entidade. Entendo a mensagem dos parlamentares noruegueses da importância da unidade dos europeus, depois de duas guerras mundiais. Mas por que não escolher uma pessoa que tenha feito bastante para esta empreitada? Eu teria dado o meu voto para o ex-chanceler (premiê) alemão, Helmut Kohl. Acho que o Nobel estaria em ótimas mãos.


O Cessar-Fogo está aberto para a opinião de seus leitores. Caso tenha outro posicionamento relacionado à questão abordada acima, envie seu artigo ou indicação de matéria para editor@cessarfogo.com . Após a avaliação e aprovação do material enviado, ele será encaminhado para publicação. 

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Abrindo a caixa dos horrores

Jornalista revela terrorismo sexual de Kadafi
Quase um ano depois da morte do ditador líbio Muammar Kadafi na queda de Sirte pelas mãos dos rebeldes, os horrores dos 42 anos de seu regime sanguinário continuam vir à tona. Em seus delírios plenipotenciários, ele sempre se gabou de ter liderado um estado laico que bloqueava as investidas dos fundamentalistas islâmicos. Nas palavras de Kadafi, as mulheres líbias tinham direitos que os vizinhos árabes e magrebianos lhes negavam. Eram cidadãs “quase” no mesmo nível dos homens.
 
Os jornalistas e as forças de paz que cobriram a guerra civil líbia sempre se perguntaram por que as mulheres não participavam dos levantes das ruas, ao contrário de suas pares tunisianas e egípcias durante a chamada ‘Primavera Árabe’. O que, afinal, as detinha de se juntar aos rebeldes nas praças de Trípoli, uma vez que, na medida do possível, elas sempre tiveram o direito de circular livremente, até mesmo sem o véu?

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Canadá fecha embaixada no Irã

Embaixada do Canadá em Tehran (WP)

Canadá suspende relações diplomáticas com o Irã - O país fechou sua embaixada em Teerã e deu um prazo de cinco dias para que todos os diplomatas iranianos deixem o país. O chanceler John Baird justificou a decisão: "o Canadá considera o governo do Irã como a ameaça mais significativa para a paz e a segurança do mundo hoje". Ele mencionou o programa nuclear iraniano e a hostilidade do regime dos aiatolás com Israel, além da aliança entre Teerã e o presidente sírio, Bashar al-Assad. O premier israelense, Benjamin Netanyahu, elogiou a medida do governo canadense.: "quero parabenizar o governo canadense, que tomou uma medida nobre e envia uma mensagem clara ao Irã e ao mundo todo. A iniciativa deve servir como um exemplo de moralidade e responsabilidade para a comunidade internacional".

Fonte: ALEF NEWS


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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Diferentes narrativas palestinas sobre o conflito


Os árabes palestinos na Judéia e Samaria (Cisjordânia) e árabes israelenses mostram sinais crescentes de querer manter suas distâncias uns dos outros e manter diferentes narrativas sobre a história do conflito, de acordo com um novo estudo realizado pela Universidade Ben-Gurion. Entre alguns dos resultados que os investigadores acharam mais notáveis, 60% dos árabes israelenses entrevistados disseram que não gostariam que sua filha se casasse com um árabe palestino da Judéia e Samaria, enquanto 41% dos árabes palestinos dos territórios em disputa teve a mesma atitude para com suas filhas se casando com um árabe de cidadania israelense. Um total de 18% dos árabes israelenses disse que não gostaria de viver no mesmo bairro que os árabes palestinos. Igualmente surpreendente foram os seus pontos de vista sobre o resultado da Guerra de Independência de Israel de 1948, que os árabes palestinos chamam de Nakba (catástrofe). A Profa. Shifra Sagy que conduziu o estudo, disse que aqueles que permaneceram em suas aldeias e se tornaram cidadãos de Israel se referiram a eles mesmos como palestinos de 1948, enquanto que aqueles que fugiram ou foram forçados a sair e vieram morar na Faixa de Gaza ou Judeia e Samaria, como palestinos de 1967. “Há diferentes narrativas entre as pessoas de 1948 e 1967, e um grande problema é a questão de lealdade para com a terra. Nós perguntamos aos árabes de 1948 sobre sua narrativa, a qual é a de que eles foram fiéis à sua terra quando eles não a abandonaram e ficaram. As pessoas de 1967 olham para o mesmo problema, e dizem que os árabes de 1948 ficaram na sua terra, porque eles desistiram e sucumbiram à ocupação sem qualquer resistência”, Sagy disse. Cada grupo vê em grande parte sua narrativa como a legítima, acrescentou.


Fonte: Relatos de Israel (Livets Ord)


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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Autor israelense escreve sobre a perda de filho na guerra


A dor da perda de seu filho mais novo Uri, morto há seis anos em combate no sul do Líbano, tornou a tarefa de escrever sobre a tragédia um ato insuportável, apenas superado porque a poesia veio em socorro do escritor israelense David Grossman, um dos mais conceituados autores de seu país ao lado de Amós Oz. Grossman, que escreveu um livro notável sobre a amarga experiência que divide com outros pais em Israel, Fora do Tempo (Companhia das Letras, 176 pp.., R$ 34,50 – Trad.: Paulo Geiger), teve de recorrer a uma figura mitológica para realizar esse trabalho de luto, um insólito centauro – metade homem, metade escrivaninha. Ele usa esse híbrido como metáfora do ser que perde a natureza humana, se torna afásico e depois recupera o poder da fala para traduzir em palavras a dor que sente, seguindo adiante em seu mundo de ausências. Como resultado, Fora do Tempo escapa a qualquer classificação de gênero. Não é romance, ensaio político, mas pode ser lido como prosa poética que reconta o drama vivido por Grossman e sua mulher sem que em nenhum momento seja evocado o nome de Uri. (O Estado de S. Paulo – 27/08/2012 – Por Antonio Gonçalves Filho)


terça-feira, 17 de julho de 2012

Metamorfoses da infâmia

O filósofo Roberto Romano. Foto: Unicamp (via: CONIB)
*Roberto Romano

Tempos atrás, na política internacional surgiu o apelido virulento de "Rogue State" para indicar os países que apoiam ou alimentam o terrorismo, o narcotráfico, a corrupção sistêmica. A fórmula foi ampliada por Jacques Derrida, que a traduziu como "État voyou". O termo francês voyou significa "pessoa de péssimo costume, bandido", ou "crápula". Derrida, para explicar o conceito, usa o seu oposto, a noção de respeito aplicada ao trato pessoal ou coletivo, nacional ou cosmopolita. Com semelhante divisão, ele estuda as noções e práticas de soberania legítima que prenunciam o advento de uma democracia universal.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Relatório de Plesner

Soldados beduínos em 1949.
Em 1952, o primeiro-ministro David Ben-Gurion teve um encontro com o influente Rabino Karelitz (conhecido como Chazon Ish) com o objetivo de promover uma ponte entre os judeus seculares e os religiosos no novo estado. Chazon Ish contou-lhe uma parábola talmúdica em que duas carroças, uma vazia e outra cheia, se encontravam em uma ponte estreita. Nesse impasse, a carroça vazia deveria retornar para deixar a que estava cheia passar. A implicação dessa parábola era que o estado secular deveria se submeter às demandas dos judeus religiosos. Como resultado da reunião, Ben Gurion concordou em dispensar do serviço militar 400 estudantes religiosos (em yeshivás) para os quais o “estudo da Torá é sua profissão”.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Presidente do Irã chega nesta terça-feira temendo isolamento

A rejeição brasileira ao pedido do Irã acendeu um sinal
amarelo nos bastidores da diplomacia.
A decisão da presidente Dilma Rousseff de rejeitar o pedido do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, de uma audiência oficial durante a Rio+20 azedou a relação Brasília-Teerã, que havia se estreitado com a amizade entre Ahmadinejad e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dizem diplomatas reunidos no Riocentro. Nos bastidores da conferência, o clima entre os delegados iranianos não poderia ser pior, apesar de, oficialmente, diplomatas de Teerã se esforçarem para mostrar tranquilidade.