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terça-feira, 31 de maio de 2011

Processo de paz divide comunidade judaica entre Obama e Netanyahu

Não são todos os judeus dos EUA e todos os israelenses que apoiam Benjamin Netanyahu e estão contra o presidente Barack Obama. A comunidade judaica americana está distante de ser homogênea, assim como a população de Israel adota posições distintas sobre qual deve ser o destino do processo de paz. O atual presidente americano não teve 80% dos votos de judeus americanos por ser pró-Israel. Muitos votaram nele por concordar com a sua política econômica, por suas posições mais liberais em questões sociais, por serem contra a Guerra do Iraque e uma série de outros fatores.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Exército israelense se prepara para confrontos nos próximos dias

O Exército de Defesa israelense está se preparando para possíveis confrontos violentos nas fronteiras do país nos próximos dias, afirmou um alto funcionário neste domingo (29).

Manifestantes organizados no Facebook prometeram protestos para marcar o 44º aniversário da Guerra dos Seis Dias, travada em 1967.

O funcionário, que falou sob anonimato (medida de segurança segundo as normas militares), disse que o exército está planejando enviar um grande número de soldados equipados com canhões de água e balas de borracha para evitar que se repitam os distúrbios fatais que ocorreram no início do mês.

Catorze pessoas morreram em protestos que aconteceram pelas fronteiras de Israel com o Líbano e com a Síria no dia 15 de maio - aniversário da fundação de Israel, considerado como dia de lamento pelos palestinos (Dia de Nakba).

Assista a um dos vídeos promovidos no Facebook pelos manifestantes:
Título do video:
"Tenha raiva como uma montanha de fogo para lidar com os colonos, os sionistas"

Fonte: Iton Gadol e Third Palestinian Intifada (Facebook) 
Tradução: Jônatha Bittencourt

domingo, 29 de maio de 2011

Plano israelense promete reforçar presença judia em Jerusalém

"O governo está obrigado a construir em Jerusalém, que é
o coração da nação", declarou Netanyahu.
O governo aprovou hoje (29) um plano para fortalecer a presença judia em Jerusalém, em homenagem ao 44º aniversário da "reunificação" da cidade, após a Guerra dos Seis Dias em 1967.

O Executivo do Primeiro-Ministro, Benjamin Netanyahu, tomou a decisão numa reunião especial do Conselho de Ministros, celebrada no Museu da Torre de David, na cidade antiga de Jerusalém.

"O governo e a nação estão comprometidos com Jerusalém, que é um dos pilares da unidade do povo de Israel", disse Netanyahu. "Estive analisando essa questão antes dos membros do Knesset e antes do Congresso norte-americano. Mesmo nos Estados Unidos, eles perceberam que estávamos falando sobre posse inalienável de Israel. É importante que o mundo saiba que nós estamos comprometidos a Jerusalém, permanecemos firmes e estendemos nossa mão aos vizinhos. Eu acredito que hoje eles precisam se tornar mais conscientes disso".

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Líder do Hezbollah apoia ditador sírio, evoca ódio contra Israel e orgulha-se de seus 12 mil foguetes

"Não temos medo"
O líder do grupo terrorista xiita Hezbollah, o xeque Hassan Nasrallah, elogiou o regime do presidente sírio, Bashar Al-Assad, que, segundo os órgãos de direitos humanos, assassinou mais de mil civis, e rechaçou qualquer qualquer intervenção extrangeira no país - cenário de protestos políticos favoráveis à democracia desde março do ano passado.

Num discurso via videoconferência, durante o 11º aniversário da retirada israelense de uma pequena faixa ao sul da Síria, Nasrallah pediu ao povo sírio que protegesse o regime vigente.

Abbas acusa Netanyahu de “acrescentar obstáculos à paz”



O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, reagiu ao discurso do Primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, no congresso americano, acusando-o de “acrescentar obstáculos à paz” e ameaçou solicitar às Nações Unidas o reconhecimento do Estado Palestino em Setembro, se Israel não mudar de atitude.

“Pediremos aos países das Nações Unidas que reconheçam o nosso Estado. Com isto, não pretendemos isolar Israel ou privá-lo de legitimidade. O trabalho para as negociações não é unilateral, mas a contínua construção de colonatos é uma ação unilateral do Governo israelense”, destacou Abbas.

No seu discurso, o Primeiro-ministro israelense afirmou que o seu país será “generoso” quanto à área do Estado palestino, mas rejeitou regressar às fronteiras de 1967.

Mahmoud Abbas fez referência à negação de qualquer presença israelense no interior de um futuro Estado palestino.

Via: Euronews
Revisão/Adaptação: Jônatha Bittencourt

terça-feira, 24 de maio de 2011

Israel será "generoso" mas firme com fronteiras palestinas, diz Netanyahu

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse nesta terça-feira no Congresso dos Estados Unidos que seu país será "generoso" em relação ao tamanho de um futuro Estado palestino, mas não vai admitir um retorno às fronteiras de 1967 ou a divisão da cidade de Jerusalém.

"Israel será generoso em relação ao tamanho do Estado palestino, mas será muito firme sobre onde nós colocaremos nossa fronteira com ele. Este é um princípio importante", disse Netanyahu, que foi constantemente ovacionado durante a sessão conjunta do Congresso americano na qual discursou.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Obama se explica sobre fronteiras entre Israel e Palestina

Discurso de Barack Obama, realizado no último domingo (22). O presidente norte-americano voltou a defender a proposta onde as fronteiras de 1967 seriam base para um acordo de paz no Oriente Médio. Desta vez, Obama explicou que os limites geográficos de 1967 serviriam apenas como ponto de partida. Assista:

domingo, 22 de maio de 2011

Grupos palestinos planejam mais manifestações contra Israel

Os organizadores da primeira "marcha do retorno" a Israel, realizada no dia 15 de maio, convocaram uma segunda no dia 5 de junho, tendo como motivo o aniversário da Guerra dos Seis Dias de 1967. Num comunicado, o comitê exorta os palestinos no exterior a entrarem massivamente nos aeroportos israelenses e os refugiados palestinos no Oriente Médio a se concentrarem nas fronteiras do Estado judeu.

"A marcha do 'Dia de Nakba' não foi um evento de um dia..."

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Eles queriam algo, por acaso se chamaria "Paz"?

Abaixo, chamada de vídeo pró-palestina convocando a população para a Terceira Intifada. O material corresponde a um dos maiores - senão o maior - promotores do movimento.
O levante foi realizado no dia 15 de Maio. Os resultados podem ser encontrados nos jornais.


Não sou antipalestino. O que acabo de postar é uma antinotícia. Estamos cercados de materiais noticiosos e que, com grande frequência, posicionam-se favoravelmente a uma causa que até mesmo desconhecem. Colocam-se invariavelmente ao lado daqueles que não tiveram seus "clamores" atendido - uma espécie de humanitarismo, "bom coração" -, mas se esquecem da profundidade dos pedidos. Não se trata da concessão  de terra somente. Mas do futuro de milhões de pessoas.

Pelo tom da chamada, estes movimentos planejam - para curto, médio ou longo prazo - a "Paz"?

Grupos pró-palestinos promovem pelo Facebook uma marcha diante das fronteiras de Israel

Os ativistas pró-palestinos formaram um novo grupo no Facebook pedindo marchas massivas nas fronteiras de Israel na sexta-feira (20/05).

O grupo chamado "Terceira Intifada palestina" tem aproximadamente 800 membros e motiva os árabes dos países vizinhos das fronteiras israelenses a atuarem na resposta ao "Dia de Nakba" e às mortes resultantes.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Terrorismo no Brasil

As comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; e de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado realizam nesta terça-feira (17) audiência pública reservada sobre a suposta atuação de redes terroristas em território brasileiro. Foram convidados o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Wilson Roberto Trezza, e o diretor de Inteligência Policial da Receita Federal, Marcos David Salem.

A reunião foi proposta pelo deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ), com base em denúncia divulgada pela revista Veja. A revista teria tido acesso a relatórios da Polícia Federal segundo os quais “20 militantes da Al Qaeda, do Hezbollah, do Hamas e outros dois grupos usam ou usaram o Brasil como esconderijo, centro de logística, fonte de captação de dinheiro e planejamento de atentados”.

A reunião será realizada às 15 horas no plenário 9.

domingo, 15 de maio de 2011

Al Qaeda quer recuperar "paraíso muçulmano" na Espanha

AQIM
A Al Qaeda no Magreb Islâmico (AQIM em inglês) publicou um comunicado em fóruns islamistas extremistas anunciando a criação do Instituto de Produções Midiáticas Al-Andalus, órgão de propaganda jihadista que nasce com o principal objetivo de "restaurar a terra islâmica usurpada" na Espanha.

Este centro - explica a organização terrorista no comunicado ao qual tivemos acesso - se encarregará de elaborar e difundir as ações terroristas da Al Qaeda, unificando a estratégia de comunicação do grupo, assim como sua matriz, que desde 2001 conta com seu próprio braço midiático, As-Sahab.

sábado, 14 de maio de 2011

Execuções públicas no Irã: a face visível da represssão


O regime iraniano intensifica a repressão contra os seus cidadãos depois de esmagar pelo menos dois movimentos de protesto.

Segundo a Anistia Internacional (AI), o regime realizou 13 execuções públicas por enforcamento desde o início do ano, o mesmo número registrado durante todo o ano de 2010.

Entre os condenados à luz da lei islâmica, encontram-se menores, assim como pessoas acusadas de adultério e de renunciar à religião muçulmana.

O relatório anual sobre os direitos humanos apresentado ontem pela AI calcula em mais de 250 as pessoas condenadas à morte no país no ano passado.

Pelo menos quinze mulheres aguardam na cadeia a execução por meio de apedrejamento, entre as quais Sakineh Ashtiani, cuja sanção foi adiada face à pressão internacional.

Via: Euronews

Milhares de jordanianos marcharam em protesto à criação do Estado judeu em 1948

Foto: AP
Milhares de jordanianos se uniram à cidade Karama, da Jordânia, próxima à fronteira com Israel, numa marcha para expressar seu apoio ao suposto "direito de retorno" dos refugiados palestinos, um slogan popularizado pela narrativa palestina que carece de qualquer base jurídica.

Essa manifestação foi organizada pelo principal partido da oposição, o Fronte de Ação Islâmico (FAI), motivado pelo 63º aniversário da "Nakba" (clique aqui para entender a situação), significando "tragédia", como os árabes denominam a criação do Estado de Israel em 1948.

Na marcha, participaram membros de mais de 150 grupos, incluindo sindicatos e organizações civis, informaram os organizadores.

"Dia do Nakba" e o método de virar a mesa

No domingo 15 de maio, os árabes palestinos comemoram o que chamam de “Dia do Nakba.” Nakba significa “catástrofe”, e refere-se à guerra de 1948, quando Israel foi estabelecido. A data é escolhida com cuidado, pois é o dia seguinte ao dia da Independência de Israel segundo o calendário gregoriano. A comemoração de Nakba ocorre tanto na Judéia e Samaria (Cisjordânia) e entre os árabes de Israel. Em anos anteriores, a comemoração, que geralmente consiste de grandes manifestações com a bandeira palestina e banners enormes atacando e condenando Israel, por vezes se tornou violenta.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Líder da Al Qaeda na Península Arábica diz que o pior está por vir

Foto: Reuters
O líder da rede Al Qaeda na Península Arábica, Nasser Al Wahishi, alertou hoje (11) ao governo dos Estados Unidos, por meio de uma mensagem divulgada em sites islâmicos na internet, que "o pior está para vir". O líder se referiu às ações que serão executadas para vingar a morte do fundador da rede Osama Bin Laden.

Israel e um Oriente Médio em transformação

Para o cientista político Samuel Feldberg, é correto dizer que a Irmandade Muçulmana se tornou menos radical do que na sua origem, mas isso não é garantia de respeito aos elementos ocidentais.

Em entrevista ao podcast da gestora de recursos Rio Bravo Investimentos, o professor e cientista político Samuel Feldberg explica como o Estado de Israel está lidando com a onda de revoluções que assola o Oriente Médio.

Hamas dá prazo de um ano para que Israel reconheça Estado palestino

O líder do Hamas no exílio, Khaled Mashaal, deu nesta terça-feira o prazo de um ano para que o governo de Israel reconheça um Estado palestino independente nas fronteiras de 1967, com Jerusalém como sua capital, informou a agência de notícias palestina Maan.

No entanto, esclareceu que, caso o reconhecimento não ocorra, não haverá, necessariamente, um conflito armado, embora haja intensificação da resistência palestina.

O líder do Hamas fez esta declaração numa reunião com jovens ativistas que se manifestaram contra o ex-presidente egípcio Hosni Mubarak na recente revolta popular.

Mashaal disse ao jornal The Wall Street General (Cairo, Egito), que Hamas e Fatah haviam discutido sobre a melhor maneira de resistir Israel, incluindo um eventual conflito armado - que seria coordenado por ambas facções.

Por outro lado, a Al-Jazeera citou um alto funcionário do Hamas, que afirmou que negociar com "Peres ou com a entidade sionista" não faz parte da estratégia do grupo, já que as próprias tentativas de diálogo "são uma perda de tempo".

Primeira usina nuclear do Irã em funcionamento

Fotografia: EPA
O reator da primeira usina nuclear iraniana começou a operar, anunciou nesta terça-feira a Atomstroyexport, companhia russa que construiu a central. A empresa informou que a planta, batizada de Bushehr, vai operar no "nível mínimo controlável de potência". Contudo, as ambições nucleares do Irã são vistas com desconfiança por vários países, principalmente Estados Unidos e Israel. Esses estados temem que o governo fundamentalista use a tecnologia para desenvolver uma bomba atômica.

domingo, 8 de maio de 2011

Confronto entre muçulmanos e cristãos no Egito



Pelo menos nove pessoas morreram e mais de cem ficaram feridas na sequência de confrontos entre muçulmanos e coptas - cristãos egípcios.

Ministro da Defesa israelense critica atitude do ex-chefe do Mossad

O ministro da Defesa, Ehud Barak, criticou os comentários do ex-chefe do Mossad, Meir Dagan, afirmando que o ex-diretor dos serviços secretos israelenses é uma pessoa que contribuiu em grande medida com o Estado, mas que não deveria ter compartilhado em público suas opiniões.

Dagan havia dito numa conferência que um ataque aéreo contra os reatores nucleares do Irã é "a ideia mais estúpida" que já havia escutado, enfatizando que tal ação provocaria uma guerra regional de consequências imprevisíveis.

Hamas planeja libertar Gilad Shalit em troca de extremistas presos por Israel

Gilad Shalit
O Hamas aceitou um novo projeto egípcio para uma troca de prisioneiros com Israel, informou a rede Al Jazeera.

O Egito informou a intensificação de seus esforços de mediação para alcançar um acordo que permita a libertação do soldado sequestrado Gilad Shalit em troca de centenas de terroristas palestinos encarcerados por Israel - apenas os do contexto da recente reconciliação das facções rivais palestinas.

sábado, 7 de maio de 2011

Ex-líder de agência secreta israelense fala sobre possibilidade de ataque aéreo ao Irã

Meir Dagan
O ex-líder do Mossad, Meir Dagan, afirmou que um ataque aéreo contra os reatores nucleares do Irã é "a ideia mais estúpida que já escutei e que não ofereceria vantagem alguma". Esta foi a sua primeira aparição pública, durante uma conferência sobre liderança e segurança na Universidade Hebraica de Jerusalém, desde que abandonou em setembro a direção do serviço secreto.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

EUA não negociará com o Governo palestino enquanto o Hamas não mudar posicionamentos

Os Estados Unidos não negociarão com um um governo palestino que inclua o Hamas, a menos que o grupo fundamentalista islâmico mude seus posicionamentos, declarou a secretária de Estado americano, Hillary Clinton.

Diante do acordo de unidade assinado por Hamas e Fatah, na quarta-feira (04), ela afirmou que o Hamas deve adotar os princípios do Quarteto para a Paz para o Oriente Médio (EUA, UE, ONU e Rússia), que inclui reconhecer o direito à existência de Israel, renunciar a violência e respeitar os tratados previamente assinados pelos palestinos.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Líder do Hamas: "Israel é nosso inimigo em comum e deve ser combatido"

O principal líder do Hamas, exilado em Damasco, Khaled Mashaal, assegurou durante a assinatura do acordo de reconciliação palestina que "Israel é nosso inimigo em comum e deve ser combatido por força e diplomacia".

#1 - Postagem Inaugural

Saudações a todos os leitores.

© Simone D. McCourtie / World Bank
Como postagem inaugural, gostaria de justificar a escolha do título do blog. Afinal de contas, por que "Cessar-Fogo"? Sem ter outras postagens, torna-se concebível a incompreensão dos internautas, mas quero deixar bem claro que está relacionado ao propósito de priorizar a divulgação de notícias referentes ao Oriente Médio. "Cessar-fogo" é uma expressão usada como proposta de trégua militar - algo muito recorrente naquela região do planeta.

Irei disponibilizar no Cessar-Fogo notícias majoritariamente internacionais, as quais traduzirei quando houver necessidade - o que não dispensa a publicação de matérias originalmente brasileiras.

Mãos à obra!
Conto com a sua participação.