Páginas

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

[Notícia Comentada] Aviação israelense mata palestino na Faixa de Gaza

"Os alvos foram identificados com sucesso"
Um palestino morreu e outros cinco ficaram feridos na madrugada desta quarta-feira em dois ataques aéreos israelenses contra a Faixa de Gaza, informou a Jihad Islâmica.

Os ataques visaram o bairro de Zeitoun, na Faixa de Gaza, e mataram Ismaïl al Areer, 22 anos, membro das Brigadas Al-Qods, o braço armado da Jihad Islâmica.

Os cinco feridos também pertencem à Jihad, segundo o grupo islâmico.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Mosab Hassan Yousef: "Eu amo Israel"

Vídeo do discurso de Mosab Hassan Yousef no Congresso Alemão-Israelense, no dia 23/10/2011.


Mosab Hassan Yousef é filho de um dos fundadores do Hamas e escreveu um livro contando detalhes sobre a organização terrorista (classificação feita por ele mesmo, como podemos ver no vídeo) e o processo de transformação de sua vida que, após ter condicionado a sua vida aos propósitos do Movimento de Resistência Islâmica, passou a contribuir para o serviço de inteligência israelense.

No vídeo, Yousef fala sobre:

- a sua visão em relação ao Estado judeu;
- os impasses entre israelenses e palestinos, os conflitos que permeiam o Oriente Médio;
- o Movimento de Resistência Islâmica, o Hamas;
- o posicionamento da mídia ocidental diante dos islamitas e da causa palestina (Estado palestino);
- a cooperação que teve com o serviço de inteligência de Israel - suas motivações;
- Israel e o futuro do Ocidente.

Filmagem e produção por Zaslawski Advertising Production - www.zaslaw.de

Tradução e legendas por Jônatha Bittencourt - www.CessarFogo.com

Irã ameaça o Hamas de suspender ajuda caso este abandone a Síria

O governo iraniano tem pressionado e ameaçado o Hamas de que deixará de apoiá-lo caso este abandone a Síria, informaram vários meios de comunicação.

Segundo a informação, o Hamas estaria abandonando gradualmente os seus escritórios em Damasco e buscando outra capital árabe devido à instabilidade política que a Síria tem vivenciado.

Abandonar a Síria é visto pelo Irã como uma traição após décadas de apoio intenso deste país à organização terrorista palestina.

Líderes do Hamas confirmaram ao Haaretz que não deixarão o país e que as relações com Assad são excelentes.

Fonte: El Reloj
Tradução: Jônatha Bittencourt

A vitória islamita no Egito satisfaz o Hamas e preocupa Israel

Se a Irmandade Muçulmana e os fundamentalistas salafistasse unirem
no Parlamento, a situação será muito difícil e perigosa para Israel.
Vozes de alegria e esperança do grupo islamita Hamas. Vozes de preocupação e cautela em Israel. São as primeiras reações à maioria absoluta dos islâmicos no turno inicial das eleições legislativas no Egito. Tanto israelenses como palestinos prognosticavam uma vitória da Irmandade Muçulmana, mas não esperavam que os salafistas extremistas ocupariam o segundo lugar.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Israel pede desculpas à fotógrafa grávida do NYT que foi "humilhada" por soldados

O ministro da Defesa israelense pediu desculpas à fotojornalista do The New York Times, Linsey Addario, pelo tratamento agressivo durante inspeção na fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza. "Nós gostaríamos de nos desculpar por este incidente de coordenação em particular e por qualquer problema subsequente que possa ter ocorrido com os envolvidos", disse a autoridade israelense, em nota oficial. Linsey, que estava grávida, relatou que sofreu "humilhação" por parte dos soldados israelenses no checkpoint da Faixa de Gaza.

Ela havia solicitado, anteriormente, para não ter que passar pelo scanner de raio-x, porém, foi obrigada a passar por ele três vezes. Ela diz que foi levada para uma sala em separado, onde uma mulher israelense obrigou-lhe a despir-se para ser revistada. Segundo investigação do Ministério da Defesa, o procedimento era padrão, mas houve negligência por parte dos soldados ao pedido da fotojornalista.

Fonte: Rua Judaica

Peres e o Rei da Jordânia discutem o impasse das conversações de paz israelo-palestinas

Peres mantém laços cordiais com a família real da Jordânia.
O presidente Shimon Peres visitou o rei da Jordânia, Abdullah II, pouco antes que o rei partisse para uma visita oficial à Alemanha para conversações sobre a pacificação do Oriente Médio. A Jordânia está preocupada com o impasse nas negociações de paz israelo-palestina e tem colocado grande parte da culpa na política de Israel em relação ao congelamento. Na Jordânia vive um grande número de refugiados palestinos e uma questão-chave nas negociações de paz entre Israel e a Palestina é o futuro dos refugiados.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Egito: bloco islâmico obtém 60% dos votos nas eleições

Os comícios alcançaram um recorde de
62% de participação.
O Conselho Supremo das Forças Armadas do Egito está "perplexo e preocupado" pela vitória esmagadora da Irmandade Muçulmana e do partido salafista Al Nur no primeiro turno das eleições parlamentares, segundo uma reportagem do periódico árabe, com base em Londres, al Hayat.

O jornal destaca que a Junta Militar está muito enfraquecida devido às pesquisas que indicam que os partidos extremistas islâmicos obtiveram a maioria no primeiro turno, e teme que seja alcançado um feito similar no segundo e terceiro turnos das eleições.

Ministro israelense mostra preocupação com avanço do islamismo no Egito

"O processo de islamização dos países árabes é muito preocupante", advertiu o ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, ao comentar em um canal de TV os primeiros resultados das eleições legislativas egípcias.

"É prematuro dizer como essas mudanças irão afetar a região", disse Barak. "Espero que qualquer governo que seja formado no Egito entenda que não tem outra alternativa, a não ser honrar seus compromissos internacionais, que incluem o acordo de paz com Israel", acrescentou, em entrevista a um canal de TV israelense.

Em relação ao Irã, Barak disse que não descarta "nenhuma opção para conter o programa nuclear iraniano".

Fonte: AFP / ANP

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Surpreendente avanço de salafistas preocupa os laicos no Egito

"Não queremos substituir Mubarak por
um regime teocrático autoritário..."
A comissão eleitoral do Egito publica nesta quinta-feira os resultados oficiais da primeira etapa das legislativas, marcadas, segundo as primeiras estimativas, pela vitória da Irmandade Muçulmana, assim como pelo avanço dos fundamentalistas sunitas do partido Al Nur.

A imprensa nesta quinta-feira apresentava o partido salafista como a verdadeira "surpresa" desta votação, que deve dar ao país um Parlamento encarregado, em particular, de formar a comissão que redigirá a futura Constituição.

Sanções impostas pelo mundo ocidental afetam economia do Irã

Indústria petroquímica no Irã:
sanções provocam perdas
O governo em Teerã demonstra tranquilidade e tenta minimizar os efeitos das sanções ocidentais contra o Irã, mas o fato é que cada vez mais setores da economia e da sociedade iranianas são afetadas direta ou indiretamente pelas medidas.

A indústria petroquímica, de petróleo e de gás, maiores exportadoras iranianas, sofrem gradativamente. Segundo informações das autoridades norte-americanas, apenas 16 companhias estrangeiras estavam atuando nesses setores no Irã no fim de maio. Em 2010, esse número era de 43.

A saída em massa de investidores estrangeiros dificulta a modernização das instalações de exploração de petróleo e compromete a competitividade do país. Além disso, principalmente a França defende a suspensão das importações de petróleo do Irã pelos países europeus. Estima-se que os franceses importem 43 mil barris de petróleo diariamente do país.

As medidas visam pressionar o governo de Mahmoud Ahmadinejad a desistir de seu polêmico programa nuclear. As nações ocidentais acreditam que o Irã esteja trabalhando secretamente no desenvolvimento da bomba atômica.

Problema de Produção

Não são apenas grandes empresas que sentem os efeitos das sanções. Pequenas e médias companhias reclamam da falta de matéria-prima, principalmente dos chamados bens de dupla utilização, que podem ser usados tanto na área civil como militar.

Um exemplo é a empresa de médio porte iraniana Hatef, que importa produtos químicos e instrumentos de laboratório. "Parceiros do Canadá, dos Estados Unidos e do Reino Unido nem sequer respondem mais às nossas solicitações por email", declarou um diretor da empresa à Deutsche Welle. Cada vez mais empresas são forçadas a buscar outros caminhos para obter as mercadorias – e por um valor consideravelmente mais alto devido à atuação de intermediários.

Além disso, também por causa das sanções, os bancos estão cada vez mais isolados internacionalmente – eles conseguem financiar cada vez menos negócios de exportação e importação. Para muitas empresas não resta outra alternativa a não ser pagar adiantado e à vista pelos produtos. No entanto, isso requer liquidez, de que muitas pequenas e médias empresas não dispõem.

A produção sofre com essa situação, aponta o porta-voz da Hanef. Em meio a esse panorama, cada vez mais empresas de médio porte se veem forçadas a reduzir drasticamente a produção. Consequentemente, milhares de trabalhadores são demitidos ou obrigados a tirar férias.

Acúmulo de capital

A falta de confiança na própria moeda, em parte por causa da crise financeira e bancária do país, leva os cidadãos a investir suas economias em dólar, em ouro ou em outros metais na tentativa de se preparar melhor contra os efeitos das sanções. Com a demanda maior que a oferta, os preços do dólar e do euro chegaram a níveis recordes.

Um caminho para chegar ao cobiçado dólar é a obtenção de um visto internacional: quem tem um documento como esse pode trocar dinheiro em condições mais favoráveis. Em consequência, o número de pedidos de visto é maior do que o número de viagens internacionais – depois de conseguirem a autorização para uma viagem externa, muitos compram a moeda para vendê-la no mercado negro por um valor mais elevado. E a viagem para fora do país nunca acontece.

Futuro incerto

Especialistas ainda debatem se a economia do país irá sucumbir às duras punições impostas. Pedram Soltani, vice-diretor da Câmara de Comércio e Indústria iraniana, afirma que a situação ficará realmente crítica caso parceiros comerciais como a China, os Emirados Árabes Unidos e a Índia também adotarem sanções.

Fonte: Deutsche Welle